Translate

sexta-feira, 30 de agosto de 2013

Que tal uma rapidinha?! - Phallus impudicus Linnaeus 1753

E quem não gosta de uma boa brincadeira de duplo sentido?!

Taxonomistas fazem um ótimo trabalho descrevendo espécies no mundo todo. E muitas espécies no mundo todo possuem formas e funções peculiares para a visão da sociedade.

Para começar, conheça Phallus impudicus Linnaeus 1753!


Phallus impudicus Linnaeus 1753 (Fungi: Basidiomycota)

Phallus impudicus. Fonte: mushroomexpert.com
Etimologia:
Phallus = pênis ereto.
impudicus = sem virtude, sem vergonha.

-

"Pênis ereto sem vergonha" Phallus impudicus é um fungo com formato peculiar, como indica o próprio nome, caracterizado por um forte odor. 

Quando jovem, possui forma globosa, com cerca de 5x4cm e coloração esbranquiçada. Já quando adulto, possui forma cilíndrica, esponjosa e frágil. Com de 15 a 30 cm de comprimento por de 3 a 5 cm de largura, tem estipe de coloração branca e receptáculo cônico com gleba verde-olivácea mucilaginosa.
A imagem sugestiva mostra uma fase adulta e duas jovens.

A primeira referência à espécie vem do botânico John Gerard, que o nomeou de "pricke mushroom" em 1597. Mais tarde, em 1753, o taxonomista Carl Linnaeus fez a descrição completa da espécie.

Fungi é um reino que exige ainda muitos estudos. Até agora, sabe-se que a espécie ocorre no hemisfério norte, além da Austrália e Tanzânia.

Espera aí! Há pênis em todo o mundo?
Em quase todo lugar! Mas, em se tratando do Phallus, este gênero possui cerca de 30 espécies, caracterizadas pelo formato fálico, sendo que 6 ocorrem no Brasil (P. ravenelii, P. roseus, P. rubicundus, P. tenuis e P. tenuissimus).
Acredite, há Phallus para todos os gostos! 

E, por falar em gostos, Phallus impudicus pode ser comestível.
Apreciado na culinária francesa e alemã, possui sabor similar ao do rabanete e geralmente acompanha pratos com salsichas.

Mas não vá comer qualquer fungo por aí! A identificação de fungos exige prática e muitos deles podem ser tóxicos (até mortais)! Por este e outros motivos, a taxonomia é tão importante! Além de proporcionar boas risadas, pode ser a diferença entre uma boa refeição e um período no hospital.


Referências:

Benjamin, D. R. 1995. Cultural attitudes toward mushrooms. p.6-7. In: Mushrooms - Poisons and panaceas, a handbook for naturalists, mycologists and physicians. New York: WH Freeman and Company.

Dickinson, C.; Lucas, J. 1979. The Encyclopedia of Mushrooms. London: Orbis Publishing. 
Linnaeus C. 1753. Species Plantarum 2. Stockholm: Impensis Laurentii Salvii. 
Zeitlmayr, L. 1976. Wild mushrooms: An illustrated handbook. Hertfordshire: Garden City Press

 
Autoria: Bianca P. Vieira, 2013

Nenhum comentário:

Postar um comentário

Obrigada por enviar seu comentário!